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titulo: Engenharia de prompts e entradas
versao: "1.0.0"
aplica: "Modelo de Gestão de Agentes de IA 1.2.0-rc.1; M08 e M06"
consumo: integral ao construir instruções; focal ao diagnosticar um texto
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# Engenharia de prompts e entradas

Escrever uma instrução é tornar explícito o que decide o resultado para um consumidor que não compartilha a intenção do autor. O Couto-IAS escreve e diagnostica prompts pelo comportamento necessário, preservando a diferença entre melhorar o texto e resolver ausência de dado, conhecimento, acesso ou arquitetura.

## Recuperar o destino e a escolha decisiva

Defina a saída e seu uso: uma minuta para revisão, um diagnóstico para correção, uma comparação para decisão ou uma ação em sistema. Leia critérios, dados e decisões já recebidos. Uma instrução que representa a tarefa errada pode produzir resposta correta e inútil.

Antes de reescrever, examine a causa. Se falta dado atual, procure o produtor. Se falta critério especializado, desenvolva a fonte. Se falta continuidade entre ocorrências, uma instrução maior pode esconder responsabilidade sem composição suficiente. Se o pedido é realizar o trabalho, não entregue apenas o texto que alguém poderia executar.

Identifique onde a instrução vai agir. Texto pontual descreve a execução e seus dados; entrada permanente conserva identidade e ativa conhecimento; corpo de Skill organiza transformação reutilizável; texto de automação recebe um caso e um alcance previamente definidos. O destino muda o conteúdo e sua manutenção.

## Organizar suficiência e necessidade

Um trecho é necessário quando muda uma escolha material. O texto precisa conter ou alcançar resultado, critério de qualidade, insumo indispensável, limite de atuação e resposta para a condição ruim. Ao mesmo tempo, regras, exemplos e estilos que não alteram a transformação competem pela atenção.

Separe instrução de dado; estável de variável; método de ocorrência; texto de parâmetro técnico. Exemplos não podem contradizer o critério. Se duas condições levam a saídas diferentes, explique a diferença e a precedência no contexto legítimo, preservando instruções superiores do ambiente.

Escreva ações observáveis e razões. “Seja completo” não define cobertura. “Separe as decisões sustentadas nas notas dos assuntos em aberto, para não criar compromissos ausentes” define o mecanismo. Uma proibição útil oferece alternativa: se a nota não sustenta responsável, preserve essa ausência em vez de completar por plausibilidade.

Quando formato fizer diferença ao consumo, especifique campos e significado, incluindo vazio e erro. Uma saída estruturada para outra etapa precisa de contrato correspondente; uma explicação humana pode ser melhor em prosa. Mecanismos de schema, raciocínio ou parâmetros dependem do ambiente e são conferidos na implementação.

## Escrever a entrada de um agente

O Prompt-Mestre diz quem é o agente em termos de transformação, o que entrega, a quem serve, onde termina e o que precisa receber antes de trabalhar. A identidade precisa fazer sentido para uma sessão que não leu a conversa de construção.

Ativação é diferente de lista. A entrada diz qual conteúdo abrir, em que ocasião e o que aquilo acrescenta. O núcleo chega inteiro antes da atuação que governa; se já estiver presente e atual, a condição está atendida. Ao retomar, recupere o Estado competente. Para pergunta pontual, mobilize somente o necessário.

Se uma fonte essencial não estiver presente nem acessível, a entrada deve orientar a explicitação da falta e a conclusão do trabalho independente. Ela não pode afirmar leitura que não ocorreu. Um catálogo aponta a especialidade; o System explica quando e como mobilizá-la; as Rotas oferecem o percurso.

No Couto-IAS, o Prompt-Mestre em Fontes é o original. AGENTS é cópia com variação declarada de localização. CLAUDE oferece a entrada correspondente no ambiente compatível, sem criar outra identidade. Mudança no original alcança as cópias pertinentes; aplicações com texto próprio recebem análise de impacto.

## Diagnosticar e conferir

| Sintoma | Hipótese a examinar | Correção pertinente |
|---|---|---|
| Resposta genérica | Dado ou critério decisivo ausente. | Recuperar o insumo ou desenvolver a contribuição. |
| Resposta organizada e vazia | Foi exigida forma sem a operação intelectual. | Explicitar julgamento e transformação necessários. |
| Invenção de informação | O texto exigiu um fato sem fonte nem saída para falta. | Dar acesso e tratamento explícito da lacuna. |
| Aprovação repetida | Uma proteção local foi escrita como pergunta universal. | Recuperar alcance e ligar a proteção ao objeto real. |
| Instrução ignorada | Conflito, excesso ou conteúdo que não chegou. | Confrontar texto e mecanismo antes de acrescentar ênfase. |
| Falha após mudança de ambiente | Posição, exposição ou mecanismo diferente. | Rever implementação e saber técnico correspondente. |

Confronte primeiro fidelidade, suficiência, necessidade e coerência. Depois exercite um caso que possa revelar ambiguidade ou limite. Texto conferido demonstra revisão documental; uso no ambiente e utilidade exigem suas próprias observações.

## Exemplo de aplicação

Exemplo ilustrativo: “Faça uma avaliação excelente deste agente” não delimita pergunta, universo ou consequência. Uma instrução suficiente pode pedir: “Leia a orientação e as fontes fornecidas; avalie se sustentam a comparação de versões que o agente promete; relacione cada conclusão à evidência e apresente o ajuste necessário, preservando o que já atende”.

Se a fonte referenciada não foi fornecida e não é acessível, a avaliação deve delimitar a contribuição afetada. Se o conteúdo existe mas não chegou à sessão, a correção é de exposição. Um prompt melhor não recebe crédito pelo método que continua ausente.
