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titulo: Compor o kit e preservar a continuidade
modelo: Modelo de Gestão de Agentes de IA
codigo: M07
versao: "1.2.0-rc.1"
condicao: "edição candidata; integração e operação no destino ainda não conferidas"
consumo: integral na composição ou migração; consulta focal em presença e continuidade
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# M07 — Compor o kit e preservar a continuidade

O kit reúne os componentes que tornam a inteligência do agente alcançável e presente no momento de uso e permitem continuar o trabalho. A composição recebe identidade, conteúdos e contratos dos capítulos anteriores. Sua pergunta central é: quando esta contribuição deve agir, que mecanismo entrega qual conteúdo, a quem, quem pode escrevê-lo e que observação comprova isso?

Disponibilidade, presença, aplicação e resultado são condições distintas. Um arquivo pode estar disponível sem chegar ao contexto; pode chegar sem ser aplicado; pode ser aplicado sem produzir uma entrega suficiente. [M11](M11-Implementar-e-Instalar-em-Cada-Ambiente.md) verifica a implementação e [M15](M15-Conferir-o-Sistema-em-Uso.md) a travessia do conjunto.

## 1. Compor pela função

| Função | Conteúdo e casa funcional | Consumidor |
|---|---|---|
| Entrada | Identidade, ativação e descoberta de M08 | Sessão desde o começo |
| Núcleo | Percepção, distinções, navegação, conduta e fechamento de M06 | Atuação comum do agente |
| Repertório | Conhecimento especializado de M04 | Situação que exige sua contribuição |
| Procedimento | Sequência e exceções do processo competente | Ocorrência do processo |
| Rotas | Recuperação e interpretação de M05 | Pergunta de trabalho |
| Skill | Transformação reutilizável de M09 | Demanda que exige essa transformação |
| Estado | Condição vigente que muda o próximo movimento | Retomada do agente ou objeto |
| Registro e histórico | Evidência/contexto útil e localização de assuntos encerrados | Continuidade e reconciliação |
| Artefato | Resultado do trabalho na casa de destino | Destinatário da entrega |

Essas funções não exigem um arquivo por linha. Preserve uma estrutura existente suficiente. Crie uma separação quando melhorar consumo, manutenção, acesso ou identidade. Não produza pastas vazias para reproduzir um molde. Procedimentos mantidos por outra área podem ser alcançados por referência, preservando o original.

## 2. Dar casas e entradas reconhecíveis

Uma composição de referência pode conter uma pasta principal com entrada e condição atual; uma subpasta de fontes com núcleo, rotas e repertório; registros e versões substituídas quando necessários; trabalho em curso e artefatos na casa pertinente. Os nomes são escolhidos pelo contexto. Literais exigidos por um ambiente só entram após confirmação em M11.

Escolha o menor território que contém entrada, conhecimento, trabalho e continuidade necessários. Acesso a toda uma árvore não deve ser usado por conveniência quando uma parte suficiente pode ser exposta. O catálogo de [M02](M02-Desenhar-o-Ambiente-e-o-Modelo-de-Gestao.md) aponta para a entrada e para o original competente, sem copiar o kit inteiro.

Mantenha um mapa proporcional da composição: componente e origem; edição; função; destino; mecanismo de presença; capacidade de leitura/escrita; evidência e limite. Esse mapa pode estar na especificação ou nas rotas existentes. Não precisa nascer outro cadastro manual.

## 3. Preservar originais e cópias

[M05](M05-Organizar-Conhecimento-Compartilhado-Fontes-e-Rotas.md) define os contratos de original, cópia, espelho e aplicação. Ao realizá-los no kit, torne recuperáveis a origem, a edição e a variação permitida. Se o campo de instruções é cópia da entrada, a atualização parte do original e alcança o campo segundo o contrato. Editar cada um independentemente perde a correspondência.

Compare os corpos, descontando apenas variações declaradas. Cabeçalho de versão, número de linhas ou títulos semelhantes não demonstra fidelidade. Uma entrada gerada que incorpora núcleo e referências deve identificar os componentes e edições incorporados; uma mudança em origem exige regenerar e conferir a parte afetada.

Não presuma sincronização entre pasta, projeto, pacote e configuração. Quem pode escrever cada destino e por qual meio precisa estar definido. Quando a escrita depender de intervenção humana, entregue texto exato, destino e critério de conferência. Isso conclui a preparação, sem transformar a aplicação pendente em instalação realizada.

## 4. Fazer chegar no momento de uso

| Conteúdo | Condição de presença a realizar |
|---|---|
| Entrada | Recebida pelo mecanismo que governa o começo da sessão |
| Núcleo | Integral antes do trabalho que depende de sua orientação |
| Repertório/procedimento | Recuperado quando a situação exige, com unidade semântica suficiente |
| Skill | Disponível e acionável pelo mecanismo previsto, com seus apoios alcançáveis |
| Fato operacional | Consultado no produtor, no objeto e período pertinentes |
| Estado e registros | Descobertos na retomada e graváveis no destino autorizado |

Inserção, importação, abertura de arquivo e recuperação são mecanismos diferentes. Confira o conteúdo efetivamente recebido, incluindo cortes e referências internas. Uma citação do caminho não prova leitura integral; uma leitura assistida não prova descoberta nativa; uma ocorrência bem sucedida não garante toda execução futura.

Se a superfície não permite entregar o núcleo necessário, mude a exposição ou proponha realização compatível. Reduzir o texto até perder os critérios ou reforçar uma ordem de leitura não cria capacidade ausente. As contingências técnicas permanecem no mapa de implementação, sem virar princípio geral do agente.

## 5. Preparar continuidade por condição

Defina quais objetos atravessam ocorrências: demanda, compromisso, previsão, decisão, impedimento ou outro objeto do trabalho. Para cada informação mutável, mantenha uma fonte vigente segundo M02. O Estado do agente pode apontar para demandas; não precisa repetir integralmente suas condições.

Separe a continuidade da construção do kit e a continuidade do trabalho realizado pelo agente. “Nova edição preparada” descreve o componente; “proposta entregue e aguardando decisão” descreve uma demanda. Uma melhoria de kit não deve apagar trabalhos em curso.

Ao encerrar ou suspender uma ocorrência:

1. Recupere o último resultado válido e seu destino. Última tentativa e último resultado podem ser diferentes.
2. Atualize a condição afetada, evidência, pendência e próximo movimento. Preserve assuntos paralelos e responsáveis somente quando sustentados.
3. Guarde contexto útil que não cabe na entrega ou no Estado em registro relacionado. Evite duplicar o relato completo da conversa.
4. Registre assunto encerrado no histórico quando isso permitir reencontrá-lo. Preserve versões substituídas que sustentam decisões ou reconciliação.
5. Releia o salvo e percorra a ligação entre condição, registro e artefato. Se falhar, preserve a parte recuperável e identifique a gravação que falta.

Sem ocorrências anteriores, registre a condição inicial e o caminho da primeira atualização; não fabrique histórico. Ao retomar, recupere a condição e os artefatos que a sustentam antes de repetir ações. A memória da plataforma pode oferecer pistas, sem substituir a fonte vigente.

Exemplo ilustrativo: existe minuta válida de segunda-feira e tentativa de terça que falhou. A retomada parte da minuta válida e preserva a falha. A data mais recente da tentativa não autoriza afirmar que há minuta válida de terça.

## 6. Escrever sem apagar contribuições concorrentes

Releia o objeto vigente imediatamente antes de alterar conteúdo compartilhado. Delimite o recorte e preserve o que outro trabalho produziu. Quando houver controle de revisão ou escrita condicional, use o mecanismo disponível. Na escrita condicional, a gravação ocorre somente se o objeto continuar na versão que foi lida; se outra pessoa o tiver alterado, compare as diferenças antes de gravar. Essa proteção depende de suporte do sistema. A sincronização de arquivos, sozinha, não impede que pessoas ou sessões sobrescrevam alterações umas das outras.

Se o alvo mudou desde a leitura ou houver versão de conflito, interrompa somente a sobrescrita afetada, preserve as versões e confronte diferenças. Não escolha pela última data nem pelo próprio rascunho. Um escritor responsável por objeto ou recortes independentes explicitamente atribuídos reduzem colisões; não presuma esse acordo sem definição.

Depois de escrever, leia conteúdo, identidade e destino. Um retorno de sucesso não demonstra que o arquivo certo foi atualizado integralmente. Em operação parcial, recupere o resultado antes de repetir criação ou alteração. [M10](M10-Compor-Acessos-Ferramentas-e-Operacoes.md) desenvolve o tratamento dos efeitos.

## 7. Reformar e migrar com referências íntegras

Antes de mudar caminho ou composição, inventarie dependências materiais: entrada, links, importações, scripts, configuração, rotas, cópias, agendas e consumidores conhecidos. Preserve IDs e origem sempre que possível. Renomear pasta ou reorganizar arquivo não altera mandato nem atualiza instalação por si.

Prepare correspondência entre origem e destino, sequência de mudança e condição de retorno. Aplique somente o alcance autorizado. Atualize as duas pontas e confira percursos a partir das entradas reais dos consumidores. Uma referência inacessível permanece pendência específica, sem justificar duplicar o original como se tivesse sido perdido.

Substituição não equivale a descarte. Antes de remover algo, examine evidência, histórico, dependências e autoridade. Preservar versão necessária à reconciliação é diferente de acumular todo material intermediário indefinidamente.

O kit está composto quando cada contribuição necessária tem casa, entrada, relação de origem, condição de presença e destino de continuidade utilizáveis. A conferência documental delimita a composição; M11/M15 demonstram os mecanismos e o trabalho no ambiente. Registre causas de falha na camada responsável: caminho, cópia, presença, conhecimento, julgamento, autoridade ou continuidade.

## 8. Registrar presença por superfície e edição

O mapa de presença liga cada conteúdo à superfície concreta em que será usado, distinguindo origem de distribuição e instância de trabalho. Pode ser um quadro na especificação ou no registro já existente. Para cada relação material, registre conteúdo e função; origem e edição; destino e mecanismo de recebimento; quem pode atualizar; condição observada e sua evidência. Inclua entrada, núcleo, fonte necessária, recurso de transformação quando pertinente, condição da demanda e entrega.

Separe “preparado para aplicar”, “salvo no destino”, “recebido na sessão” e “aplicado no resultado”. Campo de instruções, documento acrescentado ao projeto, arquivo alcançado por pasta e recurso instalado são destinos distintos. A prova de uma superfície não preenche a condição das demais. Quando o conteúdo só chegou por transferência manual, registre essa intervenção.

Se campo e arquivo forem cópias, identifique o par e sua variação. Se a pessoa adaptar o conteúdo, registre a aplicação própria e preserve a diferença na próxima atualização. Estado, dados de demandas e resultados são conteúdo corrente, mesmo quando começaram a partir de um exemplar do fornecedor. O mapa permite conferir essas relações com os materiais da própria implementação, sem exigir formulário, Skill ou kit pronto.
