# Relacionar a pergunta à leitura e à prova

Use ao definir a avaliação e antes de formular o veredito, especialmente quando o pedido mistura lógica documental, clareza, operação e localização. A pergunta determina o que precisa ser lido ou observado. Integridade pode ser uma parte útil da auditoria; sua conclusão permanece limitada à correspondência examinada.

## Transformar cada pergunta em confronto

| Pergunta recebida | O que confrontar | O que a prova permite dizer |
|---|---|---|
| Os documentos são congruentes e lógicos? | Proposições dos corpos que governam a mesma operação: condições, autoridade, edições e consequências; relações de aplicação entre entrada, núcleo, fontes e recursos | Compatibilidade ou conflito nas relações lidas, identificando universo e pendências |
| Prompt e núcleo dão direção? | Um pedido representativo: o que a entrada manda recuperar, o julgamento que o núcleo fornece, a contribuição selecionada e a condição de conclusão | Direção documental suficiente ou lacuna localizada; aplicação observada requer ocorrência própria |
| O agente consegue executar seu propósito? | Uma entrega do seu trabalho, insumos, meios, autoridade, operação, produto e efeito conferidos | Operação demonstrada naquele caso, ou capacidade apenas disponível/declarada; utilidade tem prova própria |
| Ele se localiza num ambiente novo? | Superfície e conta efetivas; entrada recebida; caminho seguido até conteúdo/condição competente; alternativa realizada se necessária | Percurso observado naquele ambiente; a conclusão sobre outro ambiente continua pendente |
| A comunicação permite compreender e agir? | Destinatário, finalidade, texto/artefato recebido, elo essencial e próxima ação; sinais posteriores quando disponíveis | Fratura textual ou percurso observado, sem presumir compreensão pelo envio |

Se só houver títulos e hashes, é possível conferir nomes, edições declaradas ou igualdade dos arquivos comparados. Não houve ainda confronto funcional suficiente para concluir lógica, suficiência de conhecimento ou capacidade de execução. Em vez de adjetivo global, diga quais perguntas foram respondidas, quais faltam e qual leitura/observação as resolve.

## Ler por relações materiais

Para julgar uma relação, leia os trechos que a definem em cada ponta e as condições que podem mudar seu sentido. Recupere o restante do corpo quando o recorte não bastar. Registre o que chegou inteiro, o que chegou por trecho e o que permaneceu inacessível. Um retorno cortado pode sustentar um achado localizado; não comprova leitura integral do documento.

Procure uma contraposição real. Duas instruções sobre o mesmo objeto e situação que exigem saídas incompatíveis constituem conflito. Documentos com papéis complementares podem usar o mesmo destino sem competir: entrada indica como começar; núcleo explica quando uma especialidade contribui; rotas mostram como alcançá-la. Repetição de endereço ou três tabelas não demonstram três fontes concorrentes. Antes de recomendar consolidação, identifique qual fato mutável disputa autoridade, qual divergência existe e que erro de uso ela produz. Preserve a relação suficiente.

Um alias diferente pode dificultar localização e merecer harmonização delimitada. Não prova por si que o conhecimento falta. Uma lista não exaustiva não omite obrigação apenas porque outra peça cita capítulos adicionais. Data de modificação não prova alteração de conteúdo sem versão nem perda de histórico: compare os corpos disponíveis ou preserve a incerteza.

## Ajustar a conclusão ao que foi alcançado

Um registro breve pode ligar **pergunta → corpos/ocorrência examinados → evidência → conclusão → dependência**. Não é formulário obrigatório. Se o pedido tem quatro perguntas e duas ficaram limitadas, devolva essas diferenças; não use uma média favorável.

Exemplo ilustrativo: cópias de instrução têm o mesmo hash, mas somente títulos do repertório foram lidos. Conclusão suficiente: “A correspondência destas cópias foi conferida. A lógica do repertório ainda depende da leitura das regras e de suas relações.” Isso não reprova nem aprova o conteúdo não examinado.

Quando não houver operação autorizada ou disponível, entregue o diagnóstico documental e um caso pronto para a prova operacional: pedido, insumos, destino permitido, efeito esperado e forma de conferir. Uma auditoria somente de leitura pode terminar sem gravar; isso não é falha operacional. O problema seria atribuir execução a uma operação não observada.

Havendo texto correto e resposta que o contradiz, preserve as duas evidências. Corrija o salto de conclusão já demonstrado e investigue se o critério chegou, foi selecionado e aplicado antes de declarar ausência de conhecimento. Use o [diagnóstico de ocorrência](diagnosticar-ocorrencia.md) para distinguir as hipóteses.
