# Conceber capacidades e organizar conhecimento

Receba o enquadramento e o patrimônio. Produza uma especificação funcional do agente e uma arquitetura de fontes que permitam desenvolver o conteúdo, escrever a orientação e compor os meios. Use apenas o recorte afetado em reforma focal. Nomes de arquivos e ferramentas serão consequência dessa concepção.

## Derivar a contribuição do agente

Escreva o que recebe, transforma e entrega, para quem, qual responsabilidade atravessa ocorrências e o que demonstra suficiência. Delimite objetos, usuários, processos e interfaces. Tipo de contribuição, abrangência e autoridade são eixos diferentes: coordenar um processo não concede permissão para alterar todos os seus objetos; uma especialidade pode produzir um artefato autorizado sem decidir sua aprovação.

Percorra o trabalho por objeto → operação → resultado → conhecimento/julgamento → meio → continuidade. Pergunte quais sinais mudam a interpretação, que diferenças se confundem, quais decisões se repetem, onde há retrabalho ou perda nas passagens e que resultado novo a combinação das capacidades permitiria. Uma rotina pode reunir várias operações; várias rotinas podem compartilhar uma capacidade. Não transforme cada verbo em uma Skill.

Explore além dos procedimentos disponíveis. Um agente que planeja e interpreta pode precisar de critérios que um roteiro de execução não oferece. Identifique a contribuição faltante, sem presumir que o conhecimento já está constituído. “Inteligência de gestão” é assunto; “confrontar compromisso e evidência para distinguir atraso real de atualização insuficiente” é contribuição construível.

Quando a primeira solução estiver presa à ferramenta ou ao exemplo mais familiar, confronte uma premissa importante. Compilar relatos depois de uma reunião e preparar decisões sobre evidências insuficientes antes dela são mecanismos distintos. Escolha conforme resultado, fontes, esforço residual e manutenção. Não gere alternativas por quantidade quando uma escolha já está suficientemente decidida.

## Distribuir contribuição intelectual e forma

| Necessidade | Forma e relação a considerar |
|---|---|
| Julgamento que governa quase toda atuação | Núcleo cognitivo, inclusive quando nenhuma Skill entra |
| Conhecimento especializado em certas situações | Fonte com condição de uso, contribuição e limite |
| Processo determinado | Procedimento competente, com sequência, responsáveis definidos e exceções |
| Transformação recorrente com entradas variáveis | Skill pertinente, própria ou existente |
| Dado atual ou efeito fora do contexto | Capacidade de leitura/escrita e acesso observados |
| Condição que atravessa ocorrências | Objeto vigente, Estado ou registro suficiente |
| Início por evento ou agenda | Acionamento somente quando necessário e autorizado |

As formas se compõem. Uma Skill pode mobilizar procedimento e conhecimento e consultar um sistema. Uma fonte pode sustentar várias transformações. Uma capacidade simples pode caber no núcleo; quantidade de fontes não demonstra profundidade. Para recurso candidato, explicite situação, entrada, transformação, saída, conhecimento, dependência, fronteira e razão de sua forma.

Registre a autonomia por operação: análise/recomendação, artefato, alteração de objeto ou efeito externo. Identifique autoridade recebida e decisão reservada. Essa especificação não afirma disponibilidade técnica, instalação ou funcionamento. É a passagem funcional que a implementação deverá realizar.

## Derivar e julgar as fontes

Para cada julgamento essencial, identifique o que precisa ser sabido, percebido e transformado, que dado varia no contexto e qual evidência permite sustentar a conclusão. Separe conhecimento de método, fato do caso, condição atual e evidência. Um documento que ensina a revisar não prova que a revisão ocorreu.

Confronte contribuição → fonte suficiente ou lacuna → modo de consumo → efeito esperado. Leia a parte que decide o uso; título ou trecho de busca oferece candidato. Toda contribuição essencial precisa de sustentação ou dependência específica. Fonte sem contribuição reconhecível deve ter sua necessidade revista, em vez de ocupar o contexto por hábito.

A autoridade pertence ao objeto e à afirmação. Resolva identidade, edição, período, validade e competência antes de combinar informações. Decisão aprovada, rascunho e histórico têm papéis distintos. Uma exportação mais recente pode continuar parcial; a última data de modificação não escolhe autoridade.

Quando houver conflito material, confronte o mesmo objeto, edição, período e tipo de afirmação. Resolva pela fonte competente se ela permitir; caso contrário, exponha versões, consequência e decisão necessária. Não entregue uma mistura aparentemente coerente nem uma lista que obrigue o usuário a descobrir a divergência.

Conhecimento comum permanece em uma origem quando vários agentes usam o mesmo critério e sua manutenção pertence à mesma fonte. Conhecimento específico conserva o julgamento e as evidências de seu domínio. Utilizar uma fonte não torna o agente seu mantenedor. Documento misto pode permanecer inteiro se a unidade for necessária; separe quando uso e manutenção próprios justificarem, mantendo relações.

## Definir origem, presença e atualização

| Relação | Contrato necessário |
|---|---|
| Original | Identidade, conteúdo e manutenção na casa competente |
| Cópia | Reprodução declarada, alcance e edição reconhecíveis |
| Espelho | Compromisso explícito de fidelidade e sincronização, sem autoria concorrente |
| Aplicação própria | Conteúdo incorporado com escolhas, limites e edição próprios; mudança da origem recebe análise de impacto |
| Consulta externa | Produtor, objeto, período, acesso e cobertura; recuperar no momento pertinente |

Não atribua edição numérica a um dado identificado por período ou evento. Copiar uma referência não a transforma em original. Corrija a origem no alcance autorizado e examine consumidores conhecidos: leitura direta, cópia e aplicação recebem tratamentos diferentes.

Acervo é disponível; contexto é recebido pela IA. Escolha permanente para o que governa a atuação comum; integral sob demanda para raciocínio necessário como conjunto; seletivo quando o trecho conserva sentido; consulta atual para fato do produtor. Preserve regra, condição, razão e exceção como unidade. Uma pasta ou nome listado não cria recuperação.

## Escrever rotas pela pergunta de trabalho

Investigue o percurso com interfaces disponíveis. Leia esquema, campos e relações antes de escrever consultas; não invente parâmetro, base, índice, caminho ou capacidade. Quando o caminho for direto, uma linha pode bastar. Quando houver homônimos, períodos, vínculos ou cobertura parcial, transfira a receita:

1. Necessidade e identidade: objeto correto e diferenças entre edições ou homônimos.
2. Fonte e entrada: origem competente, papel de cada apoio e como descobrir o percurso.
3. Consulta e recorte: operação, filtros, lado que guarda o vínculo e paginação/cobertura necessárias.
4. Leitura e interpretação: conteúdo que sustenta a conclusão e alcance da evidência.
5. Alternativa: meio praticável, data/limite e condição que exige recuperar a fonte principal.
6. Manutenção: mudança material que pede revisão e destino da condição/evidência.

Uma relação cadastrada prova vínculo, sem provar uso. Para uso ou efeito, busque evento ou evidência do mesmo objeto/período. Um retorno vazio informa o recorte consultado: confira identidade, filtros, cobertura e acesso antes de inferir ausência. A rota conserva como obter e interpretar, sem congelar resultados voláteis.

O consumidor deve descobrir e usar as rotas sem esta Skill de construção, seu autor ou o plugin de origem. Não faça do caminho de manutenção um passo obrigatório da consulta cotidiana. Fonte externa inacessível mantém identidade e autoridade; uma alternativa só sustenta o que sua cobertura permite.

## Passar as lacunas à produção

Fonte suficiente é aplicada. Fonte inacessível pede recuperação. Elementos distribuídos pedem composição. Critério ou operação ausentes pedem desenvolvimento autorizado. Conflito de autoridade pede decisão competente. História permanece como história. Registre onde procurou quando a busca for insuficiente; não transforme ausência no recorte em inexistência universal.

Para desenvolver uma fonte, passe contribuição faltante, materiais lidos, conceitos/distinções/critérios/operações necessários, fatos sustentados, hipóteses, limites, condição de uso e resultado que demonstraria suficiência. Especificação não é conteúdo produzido. Continue a parte sustentada e avance à produção efetiva do conhecimento.

## Exemplo e conferência

Exemplo ilustrativo: um agente revisa uma edição de oficina. O cadastro resolve identidade, o contrato rege condições, o método ensina a avaliação, o vínculo aponta recursos associados e os eventos indicam execução. A rota usa o mesmo ID/período e declara a cobertura. Um rascunho mais recente não substitui contrato aprovado; recurso associado não vira recurso utilizado. Se falta critério para uma exceção, a passagem pede seu desenvolvimento, sem inventar regra aprovada.

Confira se outra IA consegue construir pela especificação: contribuição, capacidades, fontes e meios têm papéis suficientes? Há definição duplicada, conhecimento presumido, fonte sem uso ou lacuna sem próximo movimento? Para uma reforma, preserve o patrimônio e corrija a relação insuficiente. Para uma construção autorizada, prossiga aos conteúdos e componentes, sem encerrar na lista de possibilidades.
