# Mapa mental do agente pelo IPO

Este mapa responde: o que meu agente precisa receber, o que faz com isso e que resultado me entrega? O centro é a contribuição do agente da pessoa. O aplicativo é seu ambiente possível, não a definição da sua responsabilidade.

A aplicação deriva do Modelo IPO 3.1: conteúdo, transformação e resultado. O conhecimento necessário está resumido aqui para que a Skill não dependa de acesso à fonte interna da autoria.

## Planejar pelo resultado; explicar pelo percurso

Para construir o mapa, comece pelo resultado desejado, derive as transformações e inventarie o conteúdo necessário. Para explicá-lo visualmente, use conteúdo → transformação → resultado. Isso evita desenhar ferramentas antes de saber qual trabalho precisam sustentar.

Em cada saída, identifique função gerencial, destinatário, natureza/formato, destino e condição de aceitação. Dizer apenas 'relatório' ou 'planilha' não explica sua utilidade. Inclua um modelo de entrega aplicável ao caso: os campos, relações e exemplos que permitem reconhecer o resultado.

O IPO de operação descreve os ciclos que o agente realiza. O agente construído pelo Couto-IAS é o resultado de outro ciclo, o IPO de construção. Não coloque o Couto-IAS no centro de todo mapa de agente entregue ao usuário.

## O que precisa chegar

Distingua conteúdo e veículo. O conteúdo pode incluir pedido, contexto, critérios, dados, documentos, condição anterior, exemplos e limites. Veículo pode ser conversa, pasta, arquivo fornecido, conector ou registro de outro sistema. Um e-mail é veículo; sua mensagem pode conter pedido e fatos do caso.

Para cada fonte ou sistema, exponha a operação necessária: ler qual objeto, gravar em qual destino, recuperar qual condição. Identifique pasta competente, edição, período e alternativa. Se a pessoa pode fornecer um arquivo, não transforme um conector numa obrigação. A fonte precisa ser pertinente, suficiente e confiável para aquela conclusão.

## O trabalho do agente

Escreva a transformação concreta: confrontar compromisso e evidência, comparar propostas por critérios fornecidos, converter notas em registro, preparar decisão sobre impedimento. Evite verbos genéricos sem objeto. Conhecimento e critérios precisam explicar o que muda seu julgamento.

O IPO organiza a lógica; não é a arquitetura completa. Acrescente direção humana, autoridade, fontes, Skills, procedimentos, meios, tratamento de falha e continuidade onde sustentarem a operação. Esses apoios não são etapas adicionais do IPO. Não confunda sua organização funcional com o mecanismo interno do modelo.

## Composição recomendada para experimentar

Entradas à esquerda, agente e transformação no centro, resultados à direita. Direção humana acima e sustentação abaixo ajudam a reconhecer o conjunto. Essa composição é uma proposta reutilizável, não um desenho obrigatório ou uma escolha já aprovada pelo usuário.

Use plataformas reconhecíveis da biblioteca junto aos nomes. O logo Claude identifica um ambiente possível; não serve como ícone universal de agente. Uma pasta pode ser símbolo de documento com nome; não invente uma marca.

Separe condição de preparação (disponível, a preparar, expansão possível), condição arquitetural e sustentação da afirmação. Ao desenhar uma instância real, não marque disponível sem evidência. No cenário fictício, declare essa condição em toda a peça.

Uma entrega selecionável deve destacar suas entradas, critérios, meios e saída a partir de vínculos explícitos no modelo. O detalhe mostra seu modelo, destino e critério de aceitação. Esse percurso comunica contribuição; não executa as operações.

## Outras arquiteturas

Mapa do conjunto, fluxo de uma entrega e rotina recorrente são opções de representação. Escolha pela pergunta e defina com a pessoa a arquitetura que ajuda naquele trabalho. A exploração dessas opções não exige produzir quatro mapas nem presume que o catálogo tenha sido aprovado.

## Como conferir a utilidade

Ao olhar, a pessoa consegue reconhecer o agente dela, as fontes a disponibilizar, os acessos a preparar e o que receberá? Consegue localizar a decisão que continua com ela? As saídas têm modelos e destinos suficientes ao uso? Um mapa bonito que continua genérico não conclui essa contribuição.

Uma falha pode estar no conteúdo, na transformação, no resultado ou na arquitetura que os realiza. Boa estrutura IPO não garante execução ou qualidade; o desenho conserva fonte, limites e prova por operação.

