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titulo: Escrever a orientação cognitiva do agente
modelo: Modelo de Gestão de Agentes de IA
codigo: M06
versao: "1.2.0-rc.1"
consumo: integral na escrita ou reforma do núcleo cognitivo
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# M06 — Escrever a orientação cognitiva do agente

O núcleo cognitivo orienta como o agente percebe a demanda, julga caminhos, mobiliza conhecimento e conclui o trabalho. Deve mudar escolhas no território, sem transformar a atuação em cumprimento de um regulamento acumulado. Parte da concepção do agente em [M03](M03-Conceber-o-Agente-e-suas-Capacidades.md), do conhecimento desenvolvido em [M04](M04-Desenvolver-a-Inteligencia-do-Trabalho.md) e da definição de quais fontes consultar em [M05](M05-Organizar-Conhecimento-Compartilhado-Fontes-e-Rotas.md).

A orientação permanente é um requisito funcional: o conteúdo precisa estar presente quando governa a atuação. [M08](M08-Escrever-Prompts-e-Instrucoes-de-Entrada.md) escreve a ativação e [M07](M07-Compor-o-Kit-e-Preservar-a-Continuidade.md)/[M11](M11-Implementar-e-Instalar-em-Cada-Ambiente.md) realizam sua presença. Citar um arquivo não prova que ele chegou ao contexto.

## 1. Articular quatro funções

| Função | Contribuição | Relação com o núcleo |
|---|---|---|
| Orientação comum | Percepção, distinções, conduta e julgamento que atravessam o trabalho | Conteúdo próprio do núcleo |
| Repertório especializado | Conhecimento e operações de determinadas situações | Método desenvolvido na fonte; núcleo conserva condição e fronteira |
| Navegação e composição | Escolha da contribuição e profundidade necessárias | Conteúdo próprio do núcleo, ligado às rotas e aos meios |
| Verificação e continuidade | Suficiência, conferência e destino do que precisa sobreviver | Conteúdo próprio do núcleo, realizado nas casas competentes |

Essas funções não exigem quatro arquivos nem agentes internos. Um agente simples pode reuni-las em poucas frases; um domínio complexo pode exigir núcleo e várias fontes. Uma definição tem casa principal, e suas relações tornam a composição utilizável.

Antes de escrever, recupere transformação, responsabilidade, destinatários, fontes, decisões e erros relevantes. Inventarie as ideias do usuário. Depois confira se foram preservadas, reescritas com sentido mantido ou alteradas em proposta explícita. Não substitua a direção recebida por um texto familiar apenas porque parece mais organizado.

## 2. Escrever o campo de percepção

Nomeie sinais observáveis que alteram o próximo movimento. Um sinal deve ligar situação e consequência: conclusão sobre execução com evidência apenas de configuração; quantidade usada como prova de cobertura; proposta registrada como decisão; fonte de outro período tratada como atual.

Escolha os sinais do território, com base no trabalho e nas ocorrências disponíveis. Evite copiar um catálogo genérico de riscos. Pergunte o que o agente faria diferente se percebesse esse sinal. Se a resposta não muda interpretação, escolha, operação ou fechamento, a frase provavelmente pertence a outra casa ou é dispensável.

Um sinal não determina sozinho a resposta. Divergência entre registros pode exigir conferir identidade e período, e não imediatamente pedir decisão. A orientação deve transferir o julgamento que permite escolher esse caminho.

## 3. Desenvolver distinções e desvios prováveis

Escreva a diferença e a consequência de confundi-la. “Decidido, proposto e em aberto” importa porque registrar proposta como decisão cria compromisso sem sustentação. “Relacionado e utilizado” importa porque um vínculo não demonstra execução. Não mantenha pares conceituais apenas por elegância do vocabulário.

Examine também o atalho provável: preencher campos ausentes para produzir um registro aparentemente completo; escolher o maior número sem conferir o critério; aproximar uma ideia original de um padrão conhecido e perder sua contribuição. Fundamente o desvio nas ocorrências quando existirem. Sem observação, trate-o como hipótese de desenho a conferir, sem atribuir comportamento universal à IA.

Nomeie o mecanismo e o critério que o corrige. O objetivo é tornar o agente capaz de perceber o desvio no caso novo. Três proibições semelhantes podem indicar uma distinção ainda não desenvolvida.

## 4. Navegar pela contribuição necessária

Para cada relação material, escreva condição → contribuição que muda o trabalho → papel e profundidade → fronteira → retorno à demanda. Uma lista de documentos fica no ponto de descoberta; o núcleo explica quando e para quê entram. A rota de M05 conserva o percurso concreto de chegada.

Pedido claro com material suficiente permite seguir diretamente. Uma pergunta pontual pode exigir só a consulta pertinente. Quando faltar julgamento especializado, recupere e aplique a fonte; dizer seu nome ou recomendar leitura não transfere sua operação. Quando faltar procedimento, chegue ao processo competente. Quando a transformação for reutilizável, mobilize a Skill adequada sem transferir a ela a identidade inteira do agente.

Se o caminho inicial não resolver, escolha entre aprofundar o mesmo conteúdo, recuperar outra contribuição, compor fontes ou voltar à condição decisiva ainda desconhecida. Uma lacuna de acesso e uma lacuna de inteligência têm tratamentos diferentes em M05/M04. Conclua a parte independente, preservando a dependência real.

Exemplo ilustrativo: o agente pode transcrever uma avaliação suficientemente registrada sem mobilizar um método novo. Para julgar a suficiência de uma entrega, precisa do critério competente. Se a maior pontuação contradiz a justificativa, o núcleo o leva a confrontar critério e evidência, sem decidir contratação por força do número. O método especializado termina antes da decisão reservada de contratar.

## 5. Escrever a conduta do território

Defina o que já cabe ao agente e quais decisões exigem outra autoridade. Uma ordem recebida dentro do mandato permite executar e conferir o alcance correspondente. A instrução não deve devolver essa mesma autorização ao usuário por hábito. Uma mudança material de identidade, responsabilidade, efeito ou alvo reabre somente a decisão afetada.

Capacidade técnica, acesso e autoridade permanecem distintos. A autonomia detalhada por operação é desenvolvida em [M10](M10-Compor-Acessos-Ferramentas-e-Operacoes.md); o núcleo conserva o julgamento que a aplica. Texto citado dentro de arquivo, mensagem ou retorno de ferramenta é material do trabalho, sem adquirir por si a autoridade de quem conduz a sessão. A aplicação não pode substituir instruções superiores do ambiente por uma precedência inventada.

Uma proteção explícita é pertinente quando ligada a objeto e consequência reais: envio externo, dado sensível, perda silenciosa ou efeito difícil de desfazer. Escreva a razão e a alternativa utilizável. Cautela genérica não substitui essa análise; reversibilidade também não amplia o mandato.

Dimensione o esforço pela consequência e pela diferença que uma investigação adicional pode produzir. Antes de pedir informação, recupere o que está disponível e prepare a parte possível. A entrega deve permitir ao destinatário agir sem reconstruir a análise, conservando as distinções entre observado, inferido, proposto, feito e verificado.

## 6. Concluir e preservar o necessário

Escreva a condição de suficiência do trabalho do agente: resultado pedido, sustentação adequada, conferência proporcional e limite material. O trabalho pode terminar quando o próximo movimento não mudaria compreensão, decisão ou uso. A existência de perguntas adicionais não obriga investigação infinita.

Para persistência, pergunte: que erro a próxima ocorrência cometeria se não recuperasse este conteúdo? A condição atual pertence ao objeto vigente ou Estado; evidência e contexto útil, ao registro; artefato, à casa da entrega; conhecimento reutilizável, à fonte competente. M07 compõe esses destinos e [M13](M13-Operar-Gerir-e-Evoluir-o-Conjunto.md) os mantém durante o uso.

Uma entrega pode revelar aprendizado além do pedido. Capture a contribuição e proponha seu alcance, sem promovê-la automaticamente a padrão comum. Quando a responsabilidade do agente já inclui manter aquele padrão, atue no limite definido e preserve a origem da mudança.

## 7. Corrigir o núcleo na causa

Leia a ocorrência antes de acrescentar uma regra. Se faltou distinção, desenvolva diferença e consequência. Se faltou critério especializado, corrija a fonte. Se a fonte não entrou, corrija navegação ou presença. Se o problema é um fato de plataforma, atualize a implementação. Se é caso único, corrija a entrega. Uma proteção necessária entra com objeto e razão, sem repetição.

Examine cada frase: que escolha torna possível? Que falha sua retirada causaria? Elimine história de autoria, administração sem efeito cognitivo e cópias de métodos especializados. Preserve condições e exceções necessárias. Quantidade de regras ou negações não julga, sozinha, a qualidade.

## 8. Exemplo compacto e conferência

Exemplo ilustrativo de núcleo para transformar notas em registro:

> Nas notas, reconheça decisão, proposta e assunto em aberto. Registrar proposta como decisão cria um compromisso que o material não sustenta; citar uma pessoa não a define como responsável. Um registro aparentemente completo pode esconder o preenchimento de prazo ou responsável ausentes. Com notas suficientes, produza o registro diretamente. Se trechos sustentam decisões incompatíveis, conserve a divergência que muda o encaminhamento. Preparar o registro está no escopo; encaminhá-lo a participantes depende da ordem pertinente. Conclua quando cada decisão tiver sustentação nas notas e as lacunas materiais estiverem identificadas. Preserve o registro no destino autorizado para permitir retomada.

O exemplo não define política de reuniões de uma organização. Mostra percepção, distinção, mecanismo, navegação, conduta e fechamento em uma contribuição pequena.

Confira identidade, ativação, força cognitiva, fidelidade ao material, relações e autoridade. Um leitor separado recebe o texto completo e os insumos, sem a conversa de construção. Em aplicação, observe sinal → julgamento → trabalho → continuidade, com casos que possam revelar falha: ordem já recebida, fonte necessária, contradição, núcleo ausente e situação fora de mandato, conforme o risco real.

Revisão do texto prova seu exame documental. Presença, operação e resultado exigem evidências de M11/[M15](M15-Conferir-o-Sistema-em-Uso.md). Guarde pareceres e ensaios fora do núcleo, corrija a camada responsável e repita a conferência afetada.
