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titulo: Conferir o sistema em uso
modelo: Modelo de Gestão de Agentes de IA
codigo: M15
versao: "1.2.0-rc.1"
consumo: integral ao definir a conferência; casos pertinentes em mudanças focais
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# M15 — Conferir o sistema em uso

A conferência em uso examina se as relações do sistema permitem realizar o trabalho: reconhecer a necessidade, recuperar conhecimento, escolher e executar a contribuição autorizada, produzir resultado utilizável e preservar continuidade. Os casos atravessam componentes; não são um teste para cada arquivo.

[M12](M12-Auditar-a-Construcao-e-Diagnosticar-Lacunas.md) examina a construção e diagnostica lacunas. Este capítulo organiza duas provas: o uso do sistema e a aplicação do texto do Modelo por outra IA para produzir as contribuições previstas, sem receber os componentes prontos do construtor. Nessa reprodução do método, a equivalência é julgada por funções, critérios, resultados e limites, sem exigir que a outra IA copie a mesma redação ou disposição de arquivos. A seção 7 detalha os materiais recebidos e as exclusões desse teste. O julgamento humano sobre adequação e utilidade permanece parte do processo.

## 1. Fixar propriedades antes de observar a resposta

Para cada caso, registre pergunta, objeto/edição, ambiente, contexto disponível, entradas, autoridade, resultado esperado, limite de efeito e condição que derrubaria a conclusão. Escolha propriedades observáveis: encontrar a fonte correta, preservar identidade, aplicar a exceção, produzir a entrega ou retomar sem repetir uma criação.

Não use como prova principal número de arquivos, passos seguidos ou repetição de vocabulário. Um consumidor pode chegar à mesma função por outra forma suficiente. Também não altere o esperado apenas para premiar a saída; se o critério estava errado, preserve o antes e a razão da correção.

Um caso controlado pode usar dados sintéticos e destino isolado, identificados nos registros. Deve conservar a pergunta real e não criar efeito externo indevido para fabricar evidência. Atualidade e acesso de um sistema externo, seleção nativa e uso por outra conta exigem seus próprios contextos observados.

O executor recebe o pedido, o recurso e os insumos necessários, sem resposta esperada, suspeita de defeito ou conversa de autoria. O avaliador preserva os critérios fora do material de uso. Registre o contexto conhecido, sem alegar isolamento absoluto quando outras instruções e ferramentas continuam disponíveis.

## 2. Começar um ambiente e construir um agente

Forneça um contexto suficiente: trabalho e destinatários, materiais, decisões recebidas, fontes de domínio, destinos e meios. Peça organizar a gestão e construir um agente para uma contribuição persistente, com uma primeira entrega útil. Um caso de serviço com análise de pedido e preparação de proposta pode permitir examinar as passagens, desde que tenha regras próprias fornecidas.

Observe o percurso, no alcance autorizado:

| Relação | Evidência procurada | Falha material possível |
|---|---|---|
| Necessidade → composição | Destino, critérios e capacidades deduzidos do trabalho | Forma escolhida por ferramenta, sem relação com a contribuição |
| Composição → ambiente | Identidades, objetos, fontes e demanda utilizáveis | Cadastros ou demandas concorrentes sem fonte vigente |
| Capacidade → conteúdo | Conhecimento e operação suficientes ao caso | Arquivos com títulos, sem julgamento transferido |
| Conteúdo → atuação | Entrada, núcleo e fonte recebidos e aplicados | Material existe, mas não participa do trabalho |
| Atuação → entrega | Produto sustentado, conferido e adequado ao uso | Comando conclui, mas a entrega não permite agir |
| Entrega → continuidade | Resultado válido, condição e próximo movimento recuperáveis | Outra ocorrência depende da memória do autor |

Se a implementação não estiver no alcance, execute a parte possível em um laboratório explícito e delimite a prova. A reconstrução metodológica pode demonstrar capacidade de produzir componentes; instalação e operação nativas dependem de [M11](M11-Implementar-e-Instalar-em-Cada-Ambiente.md). Uma dependência de negócio desconhecida não deve ser preenchida para fazer o caso parecer completo.

## 3. Aproveitar e reformar um agente existente

Forneça patrimônio real ou sintético identificável: contribuição, instruções, fontes, IDs, decisão de reforma e problema observado. Não esconda do executor o material que normalmente receberia, mas preserve a resposta esperada com o avaliador.

Confira se a leitura antecede a alteração, se contribuições e identidade permanecem, se a causa é localizada e se a reforma corrige a relação pertinente. Uma falha de carregamento não exige inventar inteligência nova; uma fonte sem critério não é corrigida apenas por mudança de pasta. Se a responsabilidade precisar mudar, a decisão deve ser reconhecida como tal.

Compare o antes e o depois no aspecto afetado. O agente reformado deve realizar o trabalho sem a falha identificada no contexto do ensaio. Melhorar o texto sem observar o comportamento permite uma conclusão documental menor, não a afirmação de problema operacional resolvido.

## 4. Compartilhar conhecimento e conferir a atualização

Escolha uma referência com contribuição material a dois agentes. Antes da mudança, identifique fonte competente, edição, dois consumidores, relação direta/cópia/aplicação e parte utilizada. Realize uma tarefa por contribuição e preserve o resultado.

Mude um critério ou parâmetro no alcance autorizado, conservando identidade e origem da decisão. Confira conteúdo na fonte, cópias pertinentes e impacto nas aplicações próprias. Depois proponha novos casos cuja solução dependa da mudança e observe o que cada consumidor efetivamente recebeu e aplicou.

A evidência deve ligar edição da origem → edição recebida → operação que usou o conteúdo → resultado. Um hash ou cabeçalho pode apoiar correspondência, sem demonstrar aplicação. A atualização que só muda o catálogo não prova que o agente deixou de usar a regra antiga.

Se os dois papéis forem simulados numa mesma sessão, registre essa condição. Ela pode revelar coerência de aplicação, mas não demonstra dois agentes independentes nem uma sincronização nativa. Para afirmar independência de consumo ou nova sessão, use contextos correspondentes sem fornecer o resultado anterior como gabarito.

## 5. Incorporar uma correção e observar transferência

Parta de ocorrência com evidência e consequência. Localize demanda, conteúdo, orientação, presença, acesso, execução, comunicação ou continuidade conforme M12. Corrija no alcance recebido e confira o objeto salvo. Examine se o mesmo mecanismo afeta outro consumidor sem presumir propagação universal.

Use outra ocorrência que exija compreender o critério, não repetir a frase do erro anterior. Por exemplo, corrigir a diferença entre desejo e compromisso deve ajudar a preservar uma nova condição não aprovada, mesmo que o pedido use vocabulário diferente. O caso novo não deve conter a solução pronta.

Observe se a diferença foi percebida e alterou a entrega. Corrigir com ajuda na mesma conversa contribui para desenvolver a correção, mas não demonstra que o critério será aplicado em outro contexto, sem o apoio daquela conversa. Se o erro voltar, não acrescente a resposta específica como proibição: investigue se faltou compreensão, presença ou condição de uso.

O retorno pode permanecer local, refinar um agente ou sugerir padrão comum. Registre mecanismo, contexto e limite segundo [M13](M13-Operar-Gerir-e-Evoluir-o-Conjunto.md). Uma ocorrência favorável não transforma automaticamente a prática em regra universal.

## 6. Retomar e lidar com insuficiência

Inicie outra sessão com a entrada normal, as fontes persistidas e o acesso previsto, sem a conversa anterior. Peça continuar uma demanda. Confira recuperação da condição, último resultado válido, pendência, decisão e próximo movimento. Uma tentativa posterior que falhou não deve substituir o artefato válido.

Inclua a insuficiência pertinente ao trabalho: fonte inacessível, edição conflitante, retorno parcial, dado decisivo desconhecido ou meio indisponível. Observe se distingue a causa, busca alternativa suficiente, preserva a autoridade e conclui a parte independente. A resposta deve dizer exatamente o que não sustenta, sem inventar fato ou declarar inexistência universal.

Quando a ação já está autorizada, confira se o agente prossegue sem reconfirmação genérica. Quando surgir decisão nova, confira se prepara alternativas e consequência e leva somente essa parte à competência correspondente. Silêncio ou ausência de resposta não preenche aprovação reservada.

Uma passagem manual pode ser suficiente ao contrato, desde que o esforço e a aplicação restante permaneçam explícitos. O teste não deve creditar como automático o que o avaliador fez pelo executor.

## 7. Preservar prova e concluir no alcance

| Camada de evidência | Conclusão permitida | Limite |
|---|---|---|
| Documento/configuração | Conteúdo, edição, relações e destinos foram escritos e conferidos | Não demonstra recuperação ou uso |
| Recuperação/entrada | Fonte correta chegou no contexto e mecanismo observados | Não demonstra julgamento correto |
| Operação | A transformação ou efeito foi realizado no alcance previsto | Não demonstra utilidade só pela conclusão da chamada |
| Resultado inicial | O produto atende às propriedades do caso e permite o uso examinado | Não demonstra eficácia continuada, escala ou ganho causal |

Registre por caso: versão e contexto, materiais efetivamente recebidos, percurso/ações, artefato, efeito, intervenção, julgamento e limite. Classifique cada propriedade como sustentada, falhou ou sem evidência suficiente, explicando a consequência. Não faça média que esconda uma falha essencial.

Na prova de reprodução do método, outra IA recebe o texto do Modelo, o pedido, os insumos de negócio e os meios previstos. Ela não recebe Skills prontas, o kit do construtor nem fontes privadas de autoria. Deve poder organizar o ambiente, conceber ou reformar contribuições, desenvolver e aplicar conteúdo, conduzir as passagens, avaliar e preservar continuidade. Pode produzir realizações equivalentes, sem os mesmos nomes de arquivo. Se faltar conhecimento externo legítimo, precisa identificá-lo e delimitar a parte dependente.

Um revisor separado confronta o produto completo, o pedido e as fontes; o executor não recebe gabarito. Se aparecer falha material, corrija a causa, preserve o antes e repita os casos afetados. Não amplie ou repita o programa sem mudança, falha ou dúvida material nova. Casos na mesma sessão não são replicações independentes; condições comparativas precisam de insumos e critérios equivalentes para sustentar alegações de benefício.

Conclua o sistema operante somente no alcance em que recupera e aplica o conhecimento, realiza as operações autorizadas e produz os resultados definidos, com continuidade demonstrada. Informe mecanismos assistidos e dependências. A decisão de uso pertence ao responsável; eficácia recorrente e superioridade causal exigem observação própria. Os registros de prova ficam fora do modelo operacional, que permanece a fonte do método.
